Néctar Amargo Enquanto você descansava E vivia o sonho dourado da juventude Eu buscava respostas entre as angústias E os desesperos da minha solitude Às vezes eu reclamo muito mais do que deveria Mas eu clamo, eu declamo em prosa e verso O que você denomina de existência vazia E eu sempre reformo minhas leis dia após dia Eu deformo, eu transformo este néctar amargo Numa poesia que você chama de agonia Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 14h14
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Dreamgirl Oh, yeah! She’s my dreamgirl And I love her so But that dream is over! Oh, no! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Discoporto

Escrito por Paulo Barreto às 13h27
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim Nos Meus Sonhos Nos meus sonhos posso ter-te Apenas nos meus sonhos... Nos meus delírios somos felizes Lutamos contra o mundo Vencemos o sistema Toda noite tenho-te nos meus pensamentos Fizemos juras de amor eterno! Mas ao amanhecer O sol castiga a minha face Fazendo-me lembrar que és apenas uma utopia Nunca foste minha e jamais serei teu! Tu és minha rockabilly girl... Apenas nos meus sonhos Vivo na rua da solidão Filadelfo Meireles de Amorim © Todos os Direitos Reservados Nos Meus Sonhos

Escrito por Paulo Barreto às 08h43
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CÉU O que há no céu? Não sei Estou sempre de olhos fechados Vou e volto do céu Quando me imprimes um beijo Naquele lugar que me leva ao céu Onde é o céu? Sei lá Fico quase sempre desorientada Só sei que estou no céu Depois que me abres a pétala Da flor vermelha que enfeita o céu Minha fonte escondida, teu celeste desejo Boca que sussurra na gruta do pecado Gemidos que ressoam no céu Língua oculta no botão desabrochado Meu êxtase ímpar, teu máximo ensejo Sentidos que se deleitam no céu Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Álbum De Férias

Escrito por Paulo Barreto às 14h07
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Gigante Pela Própria Natureza Engano-me com minhas próprias mentiras Depois elevo a minha dita nobre auto-estima Sim! Eu sou grande, não só penso, eu sou! A mim não se compara nem mesmo Gulliver Aos meus pés reverenciam-me Zeus e Júpiter Ah! Eu posso ser maior, não só posso, eu sou! Sou gigante... Não caibo em meu próprio egoísmo! Pensam que sou exacerbado demais... Estão certos! A quem não me conhece, meu desprezo e meu cinismo! Sou o espelho dos maiores feitos... Sou o herói desperto! Sou imensurável... Comparo-me à minha megalomania Consideram meu Q.I. elevado... Não há como negar! Minha grandiloqüência traduz-se em frustração e alegria Sou imponente demais para minha mesquinhez suportar Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 12h20
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Como O Olho De Um Furacão Meu bem, quando você chover Não vá relampejar sobre mim Porque agora eu quero nevar por aí Antes que as ruas virem rios também Eu sei que tudo mudou, meu bem Tudo agora é uma tormenta Quando eu faço sol, você venta E os cata-ventos ao longe sopram um tufão Meu bem, tudo está mal aquém do normal O clima está bom e sujeito a temporal Tudo está calmo como o olho de um furacão Meu bem, quando você nublar Não pense em trovejar para mim Não tenho medo de granizar até o fim Como um corisco que risca o ar além Eu sei que tudo mudou, meu bem Tudo está sob uma umbrela Entre a minha brisa e a sua procela E as birutas apontam tempestades sem direção Meu bem, tudo está mal aquém do normal O tempo está bom e sujeito a vendaval Tudo está calmo como o olho de um furacão Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Quinta Cultural

Escrito por Paulo Barreto às 08h20
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Disco Voador Ontem à noite eu tive um sonho: Sonhei que você me levou Para passear em um disco voador Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Discoporto

Escrito por Paulo Barreto às 08h43
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Eu Não Quero Mais Segurar Sua Mão, Baby, Eu Quero Outra Coisa Jogo para o alto a certeza do meu mundo E visto um desbotado e surrado blue jeans São delírios que me envolvem da cabeça aos pés Eu não quero mais segurar sua mão, baby Eu quero outra coisa assim meio de viés Pego uma carona para além do meu mundo E tomo a direção para justificar os meus fins Quero lavar minha alma e a sujeira do seu convés Eu não quero mais segurar sua mão, baby Eu quero outra coisa quente depois das dez Meus vinte e tantos anos de sonho e de juventude Estão anotados em uma página escrita: hasta la vista Não preciso fumar nem dançar o que não me agrada Nem vou me trocar por algo que não me valha nada Em relação ao que quero, já mudei outra vez de opinião Agora vejo porque qualquer forma de amar é permitida De resto eu não quero mais segurar sua mão, baby Eu quero outra coisa que seja mais quente que o verão Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados A Sociedade Secreta Dos Últimos Românticos Da Madrugada

Escrito por Paulo Barreto às 09h46
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Setembro Chove? É só mais uma florida primavera Para você que germina delírios de quimera Que em mil noites foi uma bela namorada Em uma curva perigosa daquela estrada Mas seus marujos de primeira viagem Abandonaram o navio em sua garagem E seus súditos mortificados pelo vício Saúdam um rei Elvis morto no hospício E nessa mudança brusca de estação Você irradia um brilho triste no olhar Pois seus vassalos sangram seu coração Com facas afiadas como lâminas de barbear E você perdeu seus sonhos na madrugada Que agora mal consegue ficar acordada Isso não passa de um circo de horrores E você não sabe mais distinguir as cores Mas todo mundo quer virar um mito E você quer ser uma pantera de Raulzito Para ganhar o mundo que o dinheiro move Mas será que setembro chove? É para saber se a vida vale a pena Ou será que você vai dar sua cara a tapa? Mas você agora quer desaparecer de cena Porque Belchior resolveu sumir do mapa E seus eunucos de semblantes soturnos Soltaram seus gatos nos telhados noturnos E seus escravos que saciavam o seu cio Agora riem com Bud Spencer e Terence Hill E nessa ausência intensa de vitalidade Você implora por um pouco de caridade Pois seus servos aprisionam em seu mistério Sua alma penada dentro de um velho cemitério E você enterrou sua esperança na luz do dia Que agora não vive mais sua Beatlemania Isso não passa de um filme de terror E a FM não toca mais sua canção de amor Mas seus pesadelos tiram o seu sono E você quer ser Linda McCartney ou Yoko Ono Para ganhar o mundo que o dinheiro move Mas será que setembro chove? Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 11h53
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim Viva A Revolução Humanidade podre, sórdida e cruel Capitalismo moderno, escravismo dissimulado O burguês limpa as botas no chão da fábrica Enquanto os templos rendem rios de dinheiro A maldade é a realidade, a bondade esperança... Nesse ritmo frenético, vivemos a vida Procurando um sentido inexistente Hipócritas desumanos... Viva a revolução! Marxismo disfarçado, manutenção do status quo Nada mudou! Filadelfo Meireles de Amorim © Todos os Direitos Reservados Viva A Revolução

Escrito por Paulo Barreto às 13h13
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Estou no Twitter! http://twitter.com/paulbarret
Escrito por Paulo Barreto às 18h59
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Cachorro Morto Você diz que me ama E que serei para sempre seu Mas não sou de ninguém Nem você é minha também É duro saber que um dia Tudo vai acabar O cachorro está morto E o sol deixará de brilhar Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 11h42
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Se Ela Fosse Minha Naquela Noite Eu sei que tudo passa rapidamente O tempo como um fugaz pensamento A oportunidade como um simples alento Tudo, tudo acontece tão de repente! Em um segundo, um breve momento De tão bela, foi tão-somente um instante Que surgiu de súbito na minha frente Um sonho vivo, uma beleza urgente! E desapareceu com um brilho tamanho Ah! Se ela fosse minha naquela noite... Eu não cometeria os erros de antes Mas éramos apenas dois estranhos Em uma festa de uma cidade distante Ah! Se ela fosse minha naquela noite! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM 
Escrito por Paulo Barreto às 08h43
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Do Céu Azul, Do Mar Anil Há inúmeros coqueiros nessa estrada Que vai dar no litoral anil do mar Há várias direções na madrugada Que cada coqueiro vai me levar E qualquer direção que eu tomar Vai dar numa manhã ensolarada Há muitos aventureiros nessa estrada Que vai dar no mirante azul do céu Há lindas garotas na caminhada Que cada aventureiro vai descer o véu E cada garota que me beijar ao léu Vai ser minha numa noite enluarada Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 11h43
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Epílogo Se quiser matar algo Mate a minha saudade Que está viva e com vontade De ver você novamente Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Paz, Amor E Outras Coisas

Escrito por Paulo Barreto às 12h30
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