Julius Caesar Park Blues Eu sei que o meu carro não é novo E não sou tão jovem como antes A vida nem sempre é um sonho E o amor é apenas um jogo Que muitas vezes se perde Eu lhe ofereci flores e você sequer notou Eu lhe levei a um bar legal e você nem ligou Eu sei que o meu carro não é novo E não sou mais jovem como antes O amor quase sempre é em vão E a vida é feita de escolhas De grana e de status também Eu lhe ofereci flores e você sequer notou Eu lhe levei a um bar legal e você nem ligou Agora seguirei a estrada sozinho Sem olhar para trás E talvez encontre alguém no caminho Que me faça feliz demais Filadelfo Meireles de Amorim Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Noites Psicodélicas 
Escrito por Paulo Barreto às 20h25
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Deixe O Amor Entrar Em Sua Vida Você abriu as portas da mente E viu uma profusão de cores Que deixariam minha cabeça nas nuvens E meus olhos fora das órbitas Mas eu também já me senti livre Apenas por um instante, cara Você já morreu tantas vezes E renasceu em um milhão de mundos Que me fariam esquecer tudo que eu já vi E ter saudade do que ainda não vivi Mas eu também já me senti morto Apenas por um momento, cara Mas o que você ainda não entende É que tudo é tão bonito Tudo é pensamento Então deixe o amor entrar em sua vida Abri as janelas, respirei fundo, Deixei o sol entrar e busquei uma verdade A matéria é vazia, o vazio é energia, Então fiz uma pergunta: o que é a realidade? Você já subiu ao mais alto céu E contemplou a luz original Que refletiria em minhas extáticas retinas O brilho de um milhão de sóis Mas eu também já me senti cego Apenas por um lapso, cara Mas o que você ainda não percebe É que tudo é tão bonito Tudo é pensamento Então deixe o amor entrar em sua vida Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Quinta Cultural 
Escrito por Paulo Barreto às 19h36
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Lâmpadas Frias Luzes negras na penumbra Luxúria personificada! Desejo-te nua no segundo andar Onde inimigos ocultos ressurgem Em quartos escuros, camas, sofás... A culpa é minha última fantasia Que vestirei antes de despir teu pudor Uma paisagem onírica em preto e branco Uma pergunta jogada ao vento do acaso: Não era esta a conquista que querias? O paraíso desbravado e os limites do inferno A frustração de não ter alcançado o êxtase! Em qual instante deixei de fazer o que deveria? A volúpia e a fraqueza da carne túrgida Lembro-me de tua voz mecânica e digital: Depois é como se nada tivesse acontecido... A verdade do prazer efêmero Um dia de verão em pleno inverno! Conduzo-me por tuas formas curvilíneas Às estradas mais retas onde o pecado se esconde... Um dia atirarei a primeira pedra! Isto não é amor, tampouco é sexo, É somente uma noite de um sonho febril, Um interruptor de lâmpadas frias... Houve uma maneira de retornar a casa... Agora sigo perdido no vazio e na escuridão Do que antes chamava de meu destino! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola 
Escrito por Paulo Barreto às 08h24
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Sobre A Candura Não quero tua distância Não mais do que a possuo... Tão próxima de mim! Nem quero tuas lembranças Ainda tão vivas... Mortas no teu sorriso Que desde outros tempos Nunca mais o vi! Então te quero sem esperança Quero-te apenas para ti Porque não há qualquer futuro Somente o agora que se traduz aqui Faço-me completo ao ver-te feliz Sinto muito meu amor... Por mim! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 19h27
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Mistérios A verdade sobre tudo: E não é de se espantar Que mistérios surgem por aí...
Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Discoporto

Escrito por Paulo Barreto às 19h49
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Capim Macio A estrada é longa e sinuosa A escolha é livre e inevitável A noite é escura e tenebrosa O amor é singelo e inefável A promessa é vã e duvidosa A existência é reta e inexorável A certeza é bela e perigosa A verdade é oculta e insondável A vida é breve e deleitosa O tempo é urgente e implacável A musa é linda e maravilhosa A amizade é sincera e admirável A atração é doce e misteriosa A história é contínua e interminável A juventude é plena e vigorosa O sexo é espontâneo e insaciável A poesia é sublime e ardorosa Este poema é tosco e olvidável Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre 
Escrito por Paulo Barreto às 08h36
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Fuga (Só Por Você) Eu me sinto tão triste Segurando as lágrimas Eu acho que já fiz muito Mas no fundo não fiz nada Em minhas atitudes apáticas Então preciso dizer a verdade Por você... Só por você Contudo eu fico inerte Esperando uma mágica Eu tento fazer o melhor Mas eu sei que falta coragem Para mudar essa vida inválida Agora quero fugir da realidade Por você... Só por você Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre

Escrito por Paulo Barreto às 20h25
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Liberdade Liberdade! Qual é mesmo o teu preço? Pois quando me guiaste ao teu endereço Vi que não moravas mais naquela rua Então descobri a verdade nua e crua De não ser livre para viver um grande amor Agora só me resta uma profunda dor Por saber que teu nome é um sonho vão Preso às amarras da tua escravidão Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre

Escrito por Paulo Barreto às 21h25
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Para Combinar Com Você A natureza é exuberante O sopro da vida em cada átomo a vibrar Por que a natureza é tão exuberante? É tão-somente para combinar com você O universo é imensurável O infinito e a eternidade em um só lugar Por que o universo é tão imensurável? É tão-somente para combinar com você O amor é maravilhoso O único e verdadeiro mistério a desvendar Por que o amor é tão maravilhoso? É tão-somente para combinar com você Tudo é amor, o amor é tudo Meu amor é você, você é o meu amor Tudo é você, você é tudo Minha busca enfim terminou Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre 
Escrito por Paulo Barreto às 19h09
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A Gente Quando a gente deixar de acreditar Que nada vai conseguir mudar o que ficou Talvez a gente possa compreender Que o que passou agora é só história E que existe apenas no fundo da memória Se dessa forma a gente resolver ir embora
E cada um seguir um rumo na estrada Talvez a gente encontre um lugar seguro Onde a gente possa consertar a vida errada Mas eu ainda não entendo a gente E você nem sabe olhar para frente Se entre a gente algo permanecer Pode ser que seja algum resquício de dor Então a gente se esforce para resolver Tudo que a gente chama de sofrimento Para depois viver outro grande momento Mesmo se a gente não apagar esse fato Porque a gente pensa que tudo é ilusão Talvez a gente admita os erros cometidos E perceba que sem amor não há solução Mas você nem mesmo sabe amar E eu nem sei como lhe ensinar
E toda vez que a gente tenta se esconder E fugir de toda e qualquer responsabilidade A gente se perde e não consegue desfazer O que torna a gente distante de verdade Mas a gente não vê o tempo voltar E se cansa de tentar se explicar Quando a gente voltar a se encontrar Quem sabe a gente esqueça o que passou Porque a gente ainda é tão jovem Jovem demais para saber o que é o amor Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Quinta Cultural 
Escrito por Paulo Barreto às 18h38
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Espaço-Tempo Espaço-tempo: onde realmente estou? Na última realidade que presenciei Havia um lugar chamado pensamento Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Discoporto 
Escrito por Paulo Barreto às 17h49
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Tempo Alguns momentos duram um instante Outros perduram por uma eternidade Um mero segundo pode ser angustiante Em uma hora pode conter a felicidade A eternidade pode caber em um segundo Como o beijo do amor de uma vida Algumas vezes pode ser algo profundo Como a dor pungente em uma ferida Ter a amizade do tempo em um segundo Ou ganhar seu desprezo pela eternidade Ver os fatos passando através da realidade Perceber que pode fazer tudo à vontade Ou correr sem alcançar o topo do mundo O tempo existe para quem sente saudade Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre 
Escrito por Paulo Barreto às 18h07
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Going To Caicó Subindo o grande rio ao norte Indo para Caicó On the road nordestina Bordada em açudes & desertos Country & western severina Levando uma lembrança na mente E uma certeza no presente Ela é o meu xodó Canção perfeita na cidade do sol Be my little baby Going to Caicó Ouvindo um forrock & roll Xique-xique no Seridó Na praça do meio do mundo Um sentimento profundo Ela é o meu carnaval Psicodélica atemporal Princesinha angelical Say you’ll be my darling Indo para Kycaw Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre 
Escrito por Paulo Barreto às 18h53
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A Festa Acabou, Meu Ex-Amor Pegue o último pedaço do bolo antes que a vela se apague E sua garganta ainda está sedenta por aguardente Mas não há mais tempo para enganar a mente Então é melhor você chorar de forma contundente Pois no fim das contas só resta mesmo a dor Infelizmente a festa acabou, meu ex-amor Sua turma já desistiu de achar outro lugar para se esconder Despeça-se dos seus amigos que sorriram na fotografia E dos seus namorados que traíram sua companhia Vá para a solidão do seu quarto curtir sua melancolia Porque antes tudo era alegria e agora é só dor Que pena, a festa acabou, meu ex-amor Recupere seu juízo perdido em alguma noite interminável E esqueça todos os bêbados que um dia você beijou Eles não vão recobrar a razão que você deixou E talvez você diga bem alto que tudo foi feito por amor É melhor encarar a realidade para diminuir a dor E aceitar que a festa acabou, meu ex-amor Saia do salão antes que o mordomo bata a porta na sua cara E junte os restos da sua juventude que você desprezou Ela agora é um vulto sombrio da idade que chegou E todo o tempo que você pensava que tinha já terminou Agora você tem de aprender a suportar sua dor Não se iluda, a festa acabou, meu ex-amor Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Rota Do Sol Para Sempre
Escrito por Paulo Barreto às 18h55
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim Na Cara Do Valente Hoje nada me deixa contente! Valores, costumes... Nada! Tudo é tão relativo O conceito de moral não importa Pois os burgueses já escancararam a porta Neste mundo hipócrita e descontente Resta-nos cravar os punhos na cara do valente! Filadelfo Meireles de Amorim © Todos os Direitos Reservados Na Cara Do Valente 
Escrito por Paulo Barreto às 14h57
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