Dor Sente amor, esta dor que vem de algum lugar, Esta coisa que desconheço, que me convida A ser livre, a buscar o que jamais irei encontrar, Porque não meço forças, apenas entrego-me à vida! Sente amor, esta dor que não há razão de ser, Um tormento que aparentemente não é meu, Que me confunde, que transcende o meu prazer, Como chama divina que reflete nos olhos de um ateu! Sente amor, esta dor que não cessa um segundo, Que sempre me leva ao lugar de onde parti, E cada vez próximo de um abismo mais profundo! Sente amor, tudo que é meu é feito desta dor, Antes volta teus olhos para dentro de ti E percebe que tua dor e a minha têm o mesmo sabor! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 08h12
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Seus Móveis De Madeira Garota, não há tempo que meça a hora de amar Porque longa é a espera na sua sala de estar E breve é o instante sobre o seu sofá De curvas entalhadas de jacarandá Garota, não há pensamento que impeça o devir Porque leve é a urgência do momento de partir E profundo é o oceano sob o lençol colorido De sua cama de mogno envelhecido Garota, eu poderia ser seu por uma noite inteira Para deixar lembranças que o tempo esqueceria E de tão bela eu comeria em sua mesa de cerejeira Garota, eu poderia acertar uma flecha certeira No seu coração só para ver seu sorriso um dia Mas em seguida eu partiria sem eira nem beira
Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM 
Escrito por Paulo Barreto às 14h34
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Saudade Saudade vive no meu peito Mas ainda amo do mesmo jeito E o meu lugar É onde eu posso encontrar O meu passado Toda vez que eu desejar Saudade vem Saudade vai Saudade sempre me atrai Saudade mora na solidão E desalenta meu coração Mas meu amor É quem eu posso segredar A minha dor Quando mais eu precisar Saudade é boa Saudade é má Saudade nunca vai acabar Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Em Alguma Festa Do Passado

Escrito por Paulo Barreto às 07h59
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Comédia Romântica Eu vi meus amigos reunidos numa tarde de sábado Eu vi os sorrisos abertos, os cabelos ao vento Eu sei que o tempo às vezes passa tão rápido Tão rápido que confunde o nosso pensamento Mas eu sei que posso aproveitar cada belo momento Eu vi aquela banda tocar o amor como um cântico Eu vi os sonhos despertos, as idéias na mente Eu sei que a canção às vezes não é um bálsamo Um bálsamo que cura a dor que a gente sente Mas eu sei que o amor é essa estrada a nossa frente Eu vi meu passado inteiro em um teatro dramático Eu vi os sinais de alerta, as luzes da cidade Eu sei que a vida às vezes parece efêmera Efêmera é a flor que desabrocha na mocidade Mas o sol ilumina o caminho e o tempo embeleza a idade E eu quero tornar a vida uma comédia romântica Romântica como a imensidão azul do céu Romântica como a profundeza azul do mar Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 08h42
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Tão Estranho Eu tenho feito algumas coisas Que eu não sei como explicar Eu tenho andado tão estranho Eu tenho andado tão estranho Eu tenho dito muitas coisas Que eu não sei como explicar Eu tenho estado tão estranho Eu tenho estado tão estranho Eu tenho sentido tantas coisas Que eu não sei como explicar Eu tenho estado tão doente Eu tenho estado tão doente De bar em bar Tentando sempre espantar a tristeza Com meus amigos e alguns copos à mesa Esperando o tempo melhorar Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados A Flor Da Virgem Idade

Escrito por Paulo Barreto às 07h58
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A Paixão É Um Caminho Sem Volta Ela é uma garota que desperta mil desejos E depois devasta a alma com seus beijos Diz que não precisa mais de mim no final E me faz aguardar na fila da Previdência Social E minhas horas demoram a passar Faz da minha vida um filme sem sentido E o que eu preciso é de um bom motivo Para desistir de sumir e nunca mais voltar Mas eu sei que a saudade aumenta A cada quilômetro nessa estrada Que eu nem sei para onde vai Eu só sei do que ficou para trás Agora só resta uma canção de amor The loves’s gang is back… Como se as coisas continuassem Do jeito que a lembrança quer O pior é que a paixão é um caminho sem volta E quando eu acelero nessa estrada Eu sinto que posso fazer qualquer coisa Mas minhas mãos estão atadas Pelo meu desejo de estar sempre ao seu lado Porque a paixão é um caminho sem volta Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Era Uma Vez Na Estrada

Escrito por Paulo Barreto às 13h14
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Tristeza Eu ouço um disco com uma estampa de maçã verde O passado me atormenta como um delírio do presente Lembranças penduradas na parede da memória Páginas arrancadas do livro da minha história Meus vinte e cinco anos de juventude terminaram Como um carnaval que guarda as cinzas da quarta-feira E se você soubesse o quanto ainda me desespero Veria o que sinto hoje escrito em um bolero E quando você descobrir o real motivo da dor Eu estarei a lhe esperar sem mágoas no coração Pois não adianta fugir quando não se tem direção Mas se você ainda pensa que tudo isso é tristeza Deve ser apenas uma forma de encarar a solidão Porque talvez a vida seja mesmo uma mera ilusão Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Diário Noturno

Escrito por Paulo Barreto às 11h59
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Fim De Tarde Ela disse que a hora mais triste é o fim de tarde E eu me senti como se nunca tivesse Acordado numa manhã ensolarada Eu disse que dói saber que o tempo não volta E ela me fez perceber que o meu carnaval Havia acabado na última madrugada Ela disse que achava que eu havia crescido E eu me senti como se ainda fosse Uma criança no caminho da escola Eu disse que as coisas nunca permanecem as mesmas E ela me fez entender que os riscos da vida Sempre fizeram parte da minha história Ela disse que está certa E eu não sei mais o que é errado Ela disse que o amor é livre E que eu ainda faço parte do passado Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Vanguarda Psicolírica

Escrito por Paulo Barreto às 12h53
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Meu Jardim Secreto Meu bem, eu tenho mil segredos para ocultar E também mil delírios para revelar Mas eu sei que ninguém acreditaria em mim Se eu contasse o que acontece em meu jardim Eu passeio nos musgos através das madrugadas E cultivo um buquê de flores desabrochadas Eu colho cogumelos e converso com fadas E canto com sapos e joaninhas apaixonadas Eu voo rasante nas asas de libélulas flamejantes E bebo com duendes estranhos e colibris errantes Eu danço com suaves borboletas e salamandras E namoro com misteriosas Vanessas e Alessandras Eu hospedo belas sílfides e ninfas dos campos E orquestro as cigarras sob a luz dos pirilampos Eu trepo em samambaias e subo em trepadeiras E abro os olhos de abelhas e corujas com olheiras Eu teço com aranhas e cozo com grilos e besouros E os gnomos e caracóis guardam os meus tesouros Meu bem, eu tenho mil mentiras para esconder E também mil verdades para esclarecer Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 13h22
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Este poema foi escrito pela minha amiga Maria Claudete Publicado no blog: http://clodet.blog.uol.com.br/ Tormento Eu pensei que me conhecia Julguei conhecer-te Eu pensei no amor Julguei amar-te Eu pensei na felicidade Julguei que te fazia feliz Eu pensei nos meus sonhos Julguei que sonhavas comigo Eu pensei percorrer o mundo Julguei que caminhávamos juntos Eu pensei ser tua Julguei que eras meu Eu pensei no mar Eu pensei no vento Tive somente a tempestade Maria Claudete Ferreira Herculano Batista © Todos os Direitos Reservados Tormento 
Escrito por Paulo Barreto às 13h17
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Receituário É preciso ser outro sempre, constantemente, Como aqueles que abandonam a velha forma, E vestir novas roupas que embelezam a alma, Um inusitado receituário para curar dores passadas, Ora, traga-me um sonho renovado, um projeto qualquer, Porque existe algo além do simples gostar, Leva-me, então, ao altar sagrado dentro de ti, Que eleva a consciência do teu eu maior, E torna-me uma conquista para saciar teu desejo: Um amor reinventado! Um bel-prazer! Quero antes meu nome gravado no teu troféu, Pois já reservei para ti um belo e aprazível lugar Na minha nova sala de estar, de última tendência, Onde guardo relíquias e achados e tesouros Que outrora foram novidades, noutras vezes, experiências! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 12h31
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Q. K. C. T. S. Eu quero jogar tudo para o alto Virar essa mesa de pernas para o ar Gritar para o mundo inteiro ouvir Que eu quero sair de cima desse salto Correr acima da velocidade permitida Anunciar nos outdoors e nas catedrais Que eu quero riscar os muros da cidade Jogar pétalas de rosas de um helicóptero Vomitar palavras doces nas latrinas Que eu quero rastejar no chão de um bar Chutar para longe os paus das barracas Declarar feito louco nas avenidas Que eu quero ver esse circo pegar fogo Tocar um rock and roll no último volume Sussurrar em outras línguas ao seu ouvido Que eu quero xingar todos os absurdos Mandar todo mundo tomar naquele lugar Gastar o que eu não tenho para te convencer Que eu quero dizer que só o amor é real Assegurar que a única realidade é o amor E repetir de novo, outra vez e novamente Que eu te quero muito! Que eu te amo, porra! Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 08h04
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim Vou-me Embora Para Memphis Vou-me embora para Memphis Lá sou amigo do Rei Posso dançar meu rockabilly Sem ninguém intervir Em Memphis, tudo é diferente Usarei minha velha jaqueta de couro Partirei em disparada Desafiando a morte em uma beira de estrada Vou-me embora para Memphis Lá sou amigo do Rei Em Memphis, as noites têm brilho As garotas são sempre belas Rock and roll, carrões envenenados Corações enamorados Ritmo alucinante da solidão Lá viverei minha juventude eterna Vou-me embora para Memphis Memphis, Tennessee Filadelfo Meireles de Amorim © Todos os Direitos Reservados Vou-me Embora Para Memphis

Escrito por Paulo Barreto às 12h31
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Roda Do Carma A todo instante é criado um novo carma A todo instante é cumprido um velho carma A roda gira na existência e nunca cessa A causa e o efeito que a consciência expressa A todo instante é preciso nascer novamente Do corpo e do espírito noutros ventres maternos A morte é somente o hálito de um sopro eterno É preciso viver outras vidas inexoravelmente Sorrir noutros verões e chorar noutros invernos Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados OJNM

Escrito por Paulo Barreto às 07h46
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim Triste Fardo Tu evocas lembranças antigas Carrossel de ilusões, devaneios tolos No jogo da vida, perdeste a partida É preciso sepultar o passado "Ela não mora mais ao teu lado" Teu amor partiu e sequer se despediu Triste fardo é o teu, Não possuis nada que seja teu Apenas as lembranças de um passado derrotista O amanhã não é tão distante... Mas esqueceste que é preciso lutar No jogo da vida, perdeste a partida Triste fardo é o teu... Filadelfo Meireles de Amorim © Todos os Direitos Reservados Triste Fardo

Escrito por Paulo Barreto às 09h08
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