Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim
Existencialista Nato
Baby, não queira entender
O motivo de eu ser assim,
Você procura respostas
Para questões inexistentes,
“Por que ajo assim?”
A resposta, garota, é a seguinte:
Sou um existencialista nato,
Amo as coisas do passado,
Eu sou egoísta, meu bem,
Não existe explicação,
Não tente decifrar
As coisas do meu coração,
Gosto de Elvis Presley
E de James Dean também,
Curto a velocidade,
Sigo sempre em disparada,
Sem olhar para trás,
Negligencio o meu presente,
Sou um existencialista nato,
Não me chame de inconseqüente,
Às vezes queria ser diferente,
Igual aos outros,
Mas o meu coração é selvagem,
Selvagem como um potro,
Sou um existencialista nato,
Em eterna contradição,
Não tente entender
As batidas do meu coração
“Te amo garota, mas tenho de partir”
A estrada me espera
Rumo a um horizonte sem fim
Filadelfo Meireles de Amorim
© Todos os Direitos Reservados
Existencialista Nato

Escrito por Paulo Barreto às 08h02
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Bula Pós-Tropicalista
Parte I
Você me diz o que fazer
Eu finjo não entender
Eu prefiro ler um livro
Da Geração Beat
Você insiste em me dizer
O que eu nunca quis saber
Eu quero ouvir um disco
De puro rockabilly
Você diz que vai me amar
Até não querer mais
Mas aquele tempo não volta atrás
Nunca mais
E para ser sincero
Eu espero muito mais
De mim e de você
Então adeus e até outro dia, meu bem
Eu só quero o melhor daqui para frente
Já perdi tempo demais
Parte II
Você diz que isto não é um poema
Eu concordo, também não é roteiro de cinema
É só uma forma de dizer o que se pensa
Eu que passei ileso pelos anos oitenta
Eu ouvi Ultraje, Ira, Camisa, Titãs, Lobão
Paralamas, Capital, Engenheiros, Lulu, Legião
E todo mundo que sabia dizer não
Um não dito por Tom Zé com acorde dos Mutantes
Você diz que a vida não valeu a pena
Eu discordo, a vida é muito melhor do que qualquer cena
Apesar do que dizem sobre o que a gente pensa
Eu só quero o melhor daqui para frente
Já perdi tempo demais
Parte III
Você me espera ao entardecer
Junto aos girassóis
Eu quero é desatar meus nós, meu bem
Você me mostra o monumento
Entre beijos e promessas
Vamos que eu tenho pressa, meu bem
Você me conta o fim da novela
E ainda quer que eu veja
A juventude num comercial de cerveja, meu bem
Você me fere com o seu sangue
E me cura com o seu mel
Eu quero é que tudo mais vá para o céu, meu bem
Viva tudo!
Viva sempre!
Viva qualquer coisa!
Eu só quero o melhor daqui para frente
Já perdi tempo demais
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Hotel Dos Encontros Impossíveis

Escrito por Paulo Barreto às 13h02
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