Você Tem Medo De Quê?
Parece um tiro de violência, mas é só comemoração
Dizem que sua casa é o porto mais seguro
Mesmo assim um projétil pode calar seu coração
Solidão, confinamento, tudo é normal
Talvez você ande pelas ruas
E encontre alguém que não lhe faça mal
Ontem à noite eu consegui dormir tranqüilo
Mas acordei tão assustado
Você tem medo de quê?
Sua confiança no próximo está profundamente abalada
Que você é capaz de dizer que odiar alguém
É tão fascinante quanto amar quem lhe quer bem
Barbárie, miséria, retrato da sociedade
Se um dia receber um sorriso
Dê outro em troca como um sinal de caridade
Ontem à noite eu escutei um grito angustiado
E senti a dor de não ser livre
Você tem medo de quê?
Um dia você me disse que se pudesse
Caminharia livremente pela cidade
Mas seu temor é o limite exato
Da tênue linha que circunda a maldade
Somos lobos de nós mesmos
Você tem medo de quê?
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Novas Cores Surreais

Escrito por Paulo Barreto às 08h50
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim
A CRUEZA DA VERDADE
Não quero falar de amor
Que máscara você usa?
A cortesia é uma mentira social
Que insistimos em repetir
Sorrimos quando queremos apedrejar
A crueza da verdade
Aquilo que não é dito
Não foi e jamais será
A verdade se esconde em atitudes biltres
Tal como o esnobe que se encanta com o poder
O mundo é cruel para os menos afortunados
A humanidade está condenada a eterna repetição
Pseudo-intelectuais enriquecem falando do óbvio
Pois somos incapazes de entender a dor
A crueza da verdade
Aquilo que não é dito
Não foi e jamais será
O homem não consegue amar o próximo
Pois só ama a si próprio
Este é um manifesto pessimista e realista
Filadelfo Meireles de Amorim
© Todos os Direitos Reservados
A Crueza Da Verdade

Escrito por Paulo Barreto às 08h56
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UERBA ED ORIMISAC
Venha aquecer meu corpo
A noite é fria e silenciosa
Ofuscada pelas luzes pálidas
Das lâmpadas de mercúrio
O fórum da cidade está incendiado
Por que eu deveria me importar?
Meu corpo está quente
Com o calor da sua presença
Talvez fosse só tristeza
Aquele brilho em seu olhar
Mas tanto faz agora
Tudo é tarde demais
Apenas prometa me guiar
Venha procurar as provas
A verdade é bela e misteriosa
Oculta pelas chamas cálidas
De um crime sem vestígio
O quorum dos culpados está incompleto
Que seja assim, deixe para lá
Ninguém é inocente
Mesmo com o álibi da ausência
Se ainda fosse nostalgia
Quando vi seu coração acelerar
Mas tanto faz agora
Tudo é tarde demais
Apenas prometa me amar
Somos um verso sem endereço
Na cidade do poeta morto
Sem primavera, sem berço,
Sem portas abertas, sem porto
Pode ser que nada disso tenha acontecido
Pode ser que seja apenas um sonho perdido
Mas se depois que fecharmos os olhos
Fingindo abstrata cegueira
Para onde iremos se decidirem
Atear fogo na cidade inteira?
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Álbum De Férias

Escrito por Paulo Barreto às 13h11
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