Tristeza Eu ouço um disco com uma estampa de maçã verde O passado me atormenta como um delírio do presente Lembranças penduradas na parede da memória Páginas arrancadas do livro da minha história Meus vinte e cinco anos de juventude terminaram Como um carnaval que guarda as cinzas da quarta-feira E se você soubesse o quanto ainda me desespero Veria o que sinto hoje escrito em um bolero E quando você descobrir o real motivo da dor Eu estarei a lhe esperar sem mágoas no coração Pois não adianta fugir quando não se tem direção Mas se você ainda pensa que tudo isso é tristeza Deve ser apenas uma forma de encarar a solidão Porque talvez a vida seja mesmo uma mera ilusão Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Diário Noturno

Escrito por Paulo Barreto às 11h59
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Fim De Tarde Ela disse que a hora mais triste é o fim de tarde E eu me senti como se nunca tivesse Acordado numa manhã ensolarada Eu disse que dói saber que o tempo não volta E ela me fez perceber que o meu carnaval Havia acabado na última madrugada Ela disse que achava que eu havia crescido E eu me senti como se ainda fosse Uma criança no caminho da escola Eu disse que as coisas nunca permanecem as mesmas E ela me fez entender que os riscos da vida Sempre fizeram parte da minha história Ela disse que está certa E eu não sei mais o que é errado Ela disse que o amor é livre E que eu ainda faço parte do passado Paulo Antonio Barreto Junior © Todos os Direitos Reservados Vanguarda Psicolírica

Escrito por Paulo Barreto às 12h53
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