Certeza Obsoleta
O centro do Universo é aqui
Na sala de estar
A sala de estar é o mundo
Que não para de girar
O mundo não é redondo
Ele acaba no mar
O mar não tem tamanho
Deságua no desejo de amar
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Sobre O Que Ninguém Sabe

Escrito por Paulo Barreto às 09h40
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Este poema foi escrito pelo meu amigo Filadelfo Amorim
Avassaladora
Há tempos anseio por isto,
À espera de um amor sublime,
Sublime amor que balance o meu juízo
Paixão avassaladora
Avassaladora paixão
Oh! Garota! Roubaste o meu coração,
Fazendo de mim um tolo,
Escravo da situação
Paixão avassaladora
Avassaladora paixão
Não tenho forças para resistir
Quero percorrer as curvas do teu corpo
E em um poste colidir
Paixão avassaladora
Avassaladora paixão
És a fêmea perfeita,
Afrodite dos deuses,
Beberei o néctar dos teus lábios
E celebrarei a noite dos prazeres
Paixão avassaladora
Avassaladora paixão
Filadelfo Meireles de Amorim
© Todos os Direitos Reservados
Avassaladora

Escrito por Paulo Barreto às 08h57
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Dias Dançantes
Quando os dias eram dançantes
E eu não expunha essa dor
Estampada em meu semblante
Quando o tempo se punha do meu lado
E eu não tinha esse aspecto
Deveras estúpido e angustiado
Quando a juventude era uma cena real
E não essa ridícula novela decadente
Que hoje perverte a minha mente
Quando o amor era só um suspiro inocente
E eu deixava em sua casa os meus pertences
O meu perfume e a minha escova de dente
E hoje eu grito, eu berro, eu xingo
Eu vivo a solidão de uma tarde de domingo
Agora eu não sou tão feliz como eu queria
Mas a duras penas eu realizo algumas fantasias
Eu não desisto, eu insisto, eu persisto
Eu não me esqueço daqueles dias dançantes
Quando eu não tinha essas preocupações delirantes
Só luzes negras, oldies goldies, embalos quentes
Baby, você não quer dançar comigo novamente?
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
A Sociedade Secreta Dos Últimos Românticos Da Madrugada

Escrito por Paulo Barreto às 15h04
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Esta troça foi escrita por Walter Cayres e Paulo Barreto
Bar Do Irineu
Refiz meu orçamento e o dinheiro não deu
Então resolvi beber no bar do Irineu
A baiana estava lá, eu pedi o abará, mas ela não me deu
Comeram o abará e ninguém me ofereceu...
Vai Irineu, vai, vai, vai Irineu
Se eu não comi, quem foi que comeu?
Walter Cayres Junior
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Bar Do Irineu

Escrito por Paulo Barreto às 10h57
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Último Samba
Se quiseres matar-me de saudade agora
Toca um último samba para mim
E depois vai embora
E só voltes quando a tristeza me abandonar
Porque a tristeza é uma porta-bandeira
Companheira de um mestre-sala
Na mesa de um bar
Que canta a saudade na cadência de um samba
E o samba com a dor de uma saudade
Que só existe na solidão de quem ama
Mas se não voltares eu te dedico um último samba
E depois sou eu que irei embora
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Em Alguma Festa Do Passado

Escrito por Paulo Barreto às 15h28
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Este poema foi escrito pela minha amiga Maria Claudete
Publicado no blog: http://clodet.blog.uol.com.br/
O Tango
Navegando nos meus sonhos
Vejo-me adolescente poderosa
Sentimentos explosivos a me seduzir.
Ouço a música na vitrola
A sensação de plenitude e êxtase
É a música ou são meus sonhos?
Definitivamente, meus sonhos e a música
São parceiros nesta aventura louca.
O mundo gira ao meu redor
A música cada vez mais intensa
A música cada vez mais vibrante.
Já não sei mais quem sou.
Sonhos realizados na minha fantasia
Desfilam sensualmente.
Todo meu corpo responde à vertigem da música
Rodopiando e seguindo o compasso.
A música pára de tocar.
Não existe a vitrola da minha adolescência.
A música ecoa na modernidade dos instrumentos.
Vejo-me antes poderosa
Vejo-me agora corajosa.
A música é a mesma
Os sonhos não morreram
O tango continua exercendo sua magia
“Por una cabeza”
A vibrar comigo.
Maria Claudete Ferreira Herculano Batista
© Todos os Direitos Reservados
O Tango

Escrito por Paulo Barreto às 14h31
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Espelho De Sanhaço
Não venha me culpar pelos seus erros
Já me bastam os meus que eu tenho de carregar
Eu não gosto que me digam o que devo fazer
Nem de falar quando não tenho nada a oferecer
Eu não estou satisfeito com essa vida comum
Eu prefiro a velocidade a não correr risco algum
Eu quero muito para mim sem parecer egoísta
Mas acho que eu sou um perfeito individualista
Eu gosto do absurdo sem tempo ou espaço
Eu vejo tudo através de um espelho de sanhaço
Eu sou o que todos pensam que eu não sou
E também o que eles querem que eu seja
Eu sou o seu medo e a sua alegria de viver
Eu sou tudo aquilo que todos queriam ser
Eu sou o que todos rejeitam
Eu sou o que todos almejam
Eu sou meu fim
Eu sou meu começo
Eu sou maior do que eu mesmo
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
A Flor Da Virgem Idade

Escrito por Paulo Barreto às 09h34
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Bons E Velhos Tempos
Não sei se ainda me queres ao teu lado
Mas eu quero tua presença
Como nos bons e velhos tempos
Eu acelero o carro e ouço uma canção antiga
Que fala de amor e de outras coisas
Que eu sabia que só tu entendias
Mas agora dou tudo que tenho por um beijo teu
Apenas por um beijo teu
No álbum de retratos somos tão jovens
Parecia uma tarde de domingo
Daqueles bons e velhos tempos
Eu ando apressado atrás de uma grande novidade
Que me dê segurança e outras garantias
Que eu ganhava de ti todos os dias
Mas agora dou tudo que tenho por um beijo teu
Apenas por um beijo teu
Acho que eu te amo, não sei, já faz tanto tempo
Mas continuas tão linda
Como nos bons e velhos tempos
Vejo-me em teus braços e leio os bilhetes secretos
Que guardam a saudade e outras lembranças
Que eu sentia e que me davam alegrias
Mas agora dou tudo que tenho por um beijo teu
Apenas por um beijo teu
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Era Uma Vez Na Estrada

Escrito por Paulo Barreto às 13h52
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Bossa Antiga
Qualquer noite dessa eu vou dormir na tua casa
E transformar a solidão numa bossa antiga
Que fale de amor
E vou te mostrar sem pressa um segredo a cada dia
E te dizer que o mais importante é viver a vida
Sem sentir dor
Mas veja bem: o verão acabou
E a distância entre nossos corações é tão grande
Como é grande o amor
Quem sabe um dia o sol volte a brilhar em nossas vidas
Com o frescor de uma jovem tarde de outrora
Sem dizer adeus
Mas talvez eu passe o resto da vida tentando entender
Porque eu não passei a minha vida inteira
Ao lado teu
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Diário Noturno

Escrito por Paulo Barreto às 09h54
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Elegia
Se eu penso no seu rosto
Eu morro de saudade
A tristeza tomou forma
E uniu-se à minha idade
Minhas lágrimas secaram
Em frases repetidas
Já não sou mais tão criança
Para achar outra saída
Era feliz e nem sabia
Com você noutro dia
A cidade cresceu um pouco
Quando vi já não servia
Eu só queria uma noite
Para guardar você na mente
Onde tudo é ilusão
E o tempo indiferente
O que eu sinto por você
Finda o meu tédio... Pode crer!
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Vanguarda Psicolírica

Escrito por Paulo Barreto às 12h59
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A Legião Do Mal Se Reunirá Novamente Hoje À Noite
Que satisfação saber que a Legião do Mal se reunirá novamente hoje à noite
Na mesma cidade onde tudo começou há quase vinte anos
E como fazer festa se nossa música já não toca há muito tempo?
Nossos ideais envelheceram e não sabemos se ainda somos os mesmos
Pois a saudade é uma dor pungente que sobrepuja a satisfação
De ainda guardar a idéia de tentar mudar o grande e vasto mundo
Que emoção saber que a Legião do Mal se reunirá novamente hoje à noite
Somente a legendária Legião do Mal faz idéia do que eu estou falando
Que descontentamento saber que o mundo não mudou por todos esses anos
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Letra Sem Música Volume 1

Escrito por Paulo Barreto às 08h47
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O Amor Nos Tempos Da Internet
Quem é mesmo o seu novo amor?
Ele cabe numa tela de computador?
Só espero que você nunca me delete
É só o amor nos tempos da internet
Com que nick você anda teclando?
Como é que se digita: estou te amando?
Adorei o seu scrap de número sete
É só o amor nos tempos da internet
Capture agora um spam de solidão
E envie para o e-mail de quem você ama
É só o amor nos tempos da internet
Faça um download do seu coração
E mostre na webcam seu desejo e sua cama
É só o amor nos tempos da internet
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
A Sociedade Secreta Dos Últimos Românticos Da Madrugada

Escrito por Paulo Barreto às 13h01
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A Rua Onde Eu Moro
Quando ela atravessar a rua onde eu moro
E descobrir que o amor é vão
Nada mais...
Acalentará meu coração
Afugentará minha solidão
Apaziguará minha condição
De ser tão triste
De negar tudo que existe
Quando ela perceber que a rua onde eu moro
É só um endereço de ilusão
Nunca mais...
Aliviará minha aflição
Atenuará minha comoção
Amenizará minha situação
De sentir-me vazio
De querer sempre algo tardio
Quando ela caminhar pela rua onde eu moro
E notar que nada foi tão bom
Eu verei...
Que tudo agora é só luz e som...
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Pistola

Escrito por Paulo Barreto às 08h40
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O Que É E O Que Nunca Deveria Ter Sido
Às vezes não sei se meu dever de votar
É um direito... Penso que é um perigo!
Os representantes que elejo
Tornam-se sempre meus inimigos
Vendem meus sonhos por qualquer trocado
Reunem-se em congressos, assembléias...
Ou outro nome que queiram dar: alcatéia!
Os lobos do planalto, aliás, da estepe
Sabem muito bem devorar o que é meu...
O que é nosso! Sejamos revolucionários!
Tudo soa falso aos meus ouvidos
Que já nem sei mais procurar no dicionário
O que é e o que nunca deveria ter sido
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Idéias Universais

Escrito por Paulo Barreto às 13h08
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Beleza
Eu já andei a mil pela contramão da vida
Como tantos jovens com idéias urgentes
Que agora discordam das atitudes insurgentes
Eu participei de movimentos contestadores
Que erguiam bandeiras para melhorar o futuro
E agora ficam sentados em cima do muro
Todo mundo faz com discrição
Todo mundo controla a situação
Todo mundo age com destreza
Todo mundo diz que cresce e aparece
Eu não tenho nada a acrescentar
Apenas digo que está tudo beleza
Eu fiz parte da geração dos caras-pintadas
Que antes tinha o desejo de mudar a cena
E agora negocia vantagens com o vil sistema
Eu já cansei muito de criticar os três poderes
Como todas as pessoas que tinham algo a falar
E que agora estão mudas na sala de estar
Todo mundo tem a solução
Todo mundo sabe a direção
Todo mundo afirma com certeza
Todo mundo diz que faz e acontece
Eu não tenho nada a acrescentar
Apenas digo que está tudo beleza
Paulo Antonio Barreto Junior
© Todos os Direitos Reservados
Letra Sem Música Volume 2

Escrito por Paulo Barreto às 13h27
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